Vereadora homenageia Odacir Fiorentin e trabalho pela saúde

por Paulo Torres publicado 15/09/2020 11h15, última modificação 18/09/2020 10h16
A sessão da Câmara de Toledo na segunda-feira, dia 14, homenageou o ex-diretor da 20ª Regional de Saúde e ex-candidato a prefeito em 2016, Odacir Fiorentin, irmão da vereadora Olinda Fiorentin. Ele faleceu na quinta-feira, dia 10, em Curitiba, para onde seguira buscando tratamento após ter diagnóstico de Covid-19 no dia 31 de agosto. Um espaço foi aberto pelo presidente Antônio Zóio para ouvir a vereadora Olinda Fiorentin, a qual lembrou a trajetória do irmão, além de homenagem com minuto de silêncio às pessoas falecidas nos últimos dias, entre as quais Lídia Rippel, Anilo Covatti, Julita Hammerschmidt, Airton Paranhos, Nona Primão e Odacir Fiorentin.
Vereadora homenageia Odacir Fiorentin e trabalho pela saúde

Vereadores e vereadoras e público aplaudiram ao final da homenagem

 

IMG_9567a.JPGA sessão da Câmara de Toledo na segunda-feira, dia 14 de setembro, homenageou o ex-diretor da 20ª Regional de Saúde e ex-candidato a prefeito em 2016, Odacir Fiorentin, irmão da vereadora Olinda Fiorentin. Ele faleceu na quinta-feira, dia 10 de setembro, em Curitiba, para onde seguira buscando tratamento após ter diagnóstico de Covid-19 no dia 31 de agosto.

Um espaço foi aberto pelo presidente Antônio Zóio para ouvir a vereadora Olinda Fiorentin, a qual lembrou a trajetória do irmão, além de homenagem com minuto de silêncio às várias pessoas falecidas na semana passada e no final de semana, entre as quais Lídia Rippel, Anilo Covatti, Julita Hammerschmidt, Airton Paranhos, Nona Primão e Odacir Fiorentin.

Ao conceder a palavra à vereadora o presidente Antônio Zóio lembrou que em 2013 seu filho sofreu um grave acidente de moto, afirmando que o então chefe da 20ª Regional de Saúde Odacir Fiorentin “foi anjo na minha vida”, destacando que ele foi pessoa que fez o bem.

A vereadora Olinda lembrou a perda de sua irmã há 26 anos e disse que agora vive a condição de único filho, sendo assim a morte de Odacir Fiorentin um “grande divisor de águas em minha vida”. “Da última vez que usei a tribuna não era a única filha de meus pais, mas já conhecia a dor de perder alguém muito amado”, disse a vereadora, aludindo à irmã e lembrando as vítimas da Covid-19 em Toledo. Afirmou que são 51 famílias que sofrem “de forma silenciosa, sem sequer ter o direito de olhar no rosto” de seu ente querido devido ao protocolo sanitário exigido em relação à doença, agradecendo as mensagens de solidariedade recebidas e postagens em redes sociais.

A vereadora disse que seu irmão completaria no dia 19, sábado, 56 anos de vida, apontando seu trabalho e problemas de saúde, afirmando que Odacir Fiorentin “defendia a saúde que ele mesmo não tinha”. Afirmou que ele foi homem público e honrado, que à frente da 20ª Regional de Saúde, sem nunca sonhar com a pandemia, lutou bravamente pelos leitos de UTI e que foi “um inconformado com a morte prematura do Hospital Regional”, pois lutou pelo espaço e embora não tenha sido eleito prefeito, ficando em terceiro lugar na disputa na última eleição, lhe fez também prometer lutar.

Olinda lembrou ainda o deslocamento de Fiorentin a Curitiba em busca de tratamento ao receber o diagnóstico, no dia 31, saindo no dia seguinte de madrugada e fazendo “mais de 600 quilômetros para viver”. A vereadora lembrou episódio onde foi procurada no dia 31 por uma grávida de 40 semanas que não conseguira internação e mobilizou os demais vereadores, motivando acionamento da CSS-Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara pelo presidente Antônio Zóio e a busca do apoio do Ministério Público para sua internação, com o nascimento do bebê à noite. Afirmou que este apoio motivou nota de repúdio da mesma instituição que atenderia seu irmão e por isto ele  “não se sentiu seguro e resolveu correr contra o tempo e contra suas dúvidas”. Quanto à mobilização pela gestante a vereadora disse que foi acusada de usar uma mãe em trabalho de parto para fazer política, mas se fosse fazer isto usaria sua irmã que faleceu no parto, deixando uma menina de cinco dias e uma criança de seis anos.

Lembrando a internação de Odacir em Curitiba Olinda disse que lá todo dia era uma luta, “as mensagens que chegavam eram de despedidas, mas lutamos em todos os momentos” e a maior preocupação era com seus pais idosos. A vereadora agradeceu a Marly Zanete o apoio como vizinha e às mensagens. Lembrou a preocupação com as mensagens alarmantes que as redes sociais traziam e a possível reação de seu pai e sua mãe e afirmou viver agora em sua casa “uma dor sem nome”, sozinha, inclusive como filha agora única, para amparar os seus pais já idosos. Olinda disse porém que Odacir Fiorentin “seguirá vivo em cada pessoa que pode sobreviver pelos leitos de UTI que conquistou quando à frente da 20a Regional de Saúde.” Ao final, o presidente Antônio Zóio solicitou uma salva de palmas aos vereadores, às vereadoras e ao público como homenagem a Odacir Fiorentin, que deixa esposa e três filhos.

 

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