Não há hipótese de aceitar pedágio na Toledo-Cascavel, diz Bisognin

por Paulo Torres publicado 05/02/2021 15h45, última modificação 08/02/2021 16h44
“Em hipótese nenhuma queremos um pedágio de Toledo a Cascavel”, disse o presidente da Câmara de Toledo, Leoclides Bisognin, que acompanhou a audiência realizada na manhã de sexta-feira, dia 5, na Acic-Associação Comercial e Industrial de Cascavel, pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio no Paraná. Bisognin, que é agrônomo e também atua junto aos suinocultores, acompanhou a audiência on-line da Câmara de Toledo. ”Nos roubaram duas vezes, nas obras e no contrato, que agora querem fazer por 30 anos”, criticou o presidente da Câmara de Toledo.
Não há hipótese de aceitar pedágio na Toledo-Cascavel, diz Bisognin

Presidente da Câmara de Toledo acompanhou toda a audiência sobre o pedágio on-line

 

 

 

Audiência pedágio.png"Em hipótese nenhuma queremos um pedágio de Toledo a Cascavel”, disse o presidente da Câmara de Toledo, Leoclides Bisognin, que acompanhou a audiência realizada na manhã de sexta-feira, dia 5 de fevereiro, na Acic-Associação Comercial e Industrial de Cascavel, pela Frente Parlamentar sobre o Pedágio no Paraná. Bisognin, que é agrônomo e também atua junto aos suinocultores, fez o acompanhamento da audiência on-line da Câmara de Toledo. Ele lembra que o pedágio atuou por décadas e não se tinha nem como entrar com um recurso. ”Nos roubaram duas vezes, nas obras e no contrato, que agora querem fazer por 30 anos”, criticou o presidente da Câmara de Toledo, afirmando que é necessário mostrar que estamos atentos para que não venha a repetir-se o que aconteceu com os contratos que estão se encerrando.

“Ouvimos as explicações de todos, todos os deputados, as federações, as cooperativas, os trabalhadores, o Oeste em Desenvolvimento, prefeitos, fica bem claro, todos demonstraram a sua insatisfação”, afirma o presidente da Câmara de Toledo, Leoclides Bisognin. O vereador afirma que hoje temos o terceiro pedágio mais caro do Brasil e a proposta de contrato quer reduzir a distância de cobrança da tarifa com praças a cada 50, 52 quilômetros, ao invés de 90 quilômetros. O presidente da Câmara de Toledo lembra porém que a BR 467 duplicada foi feita pelo governo estadual no tempo do governador Roberto Requião e a insatisfação regional foi exposta ao presidente Jair Bolsonaro na sua visita na quinta-feira, dia 4.

Para Leoclides Bisognin o projeto de pedágio tem que ter uma pressão regional maior, envolvendo cooperativas e grandes transportadoras, que são duramente atingidas pela cobrança. O presidente da Câmara de Toledo aponta que um empresário relatou na audiência que paga R$ 5 milhões de pedágio em um ano, com o pagamento da tarifa superando seu faturamento. “Esta proposta vai penalizar o custo de produção agropecuária do Paraná inteiro, que é um estado profundamente ligado à agropecuária”, afirma Leoclides Bisognin, acrescentando que como presidente da Câmara de Toledo não pode aceitar isto. Ele lembra que na rodovia Cascavel-Campo Mourão é cobrado R$ 16,70 e não há nem terceira faixa, muito menos qualquer duplicação, apesar de todos os anos de cobrança. “Nós fomos roubados, não tivemos a contrapartida que seriam as construções e agora querem cobrar mais de R$ 10,00 entre Toledo e Cascavel, não tem como aceitar”, finaliza Leoclides Bisognin.

A audiência da Frente Parlamentar sobre o Pedágio no Paraná teve por tema “O encerramento dos atuais contratos de pedágio e a nova licitação para concessão das rodovias paranaenses por mais 30 anos”, sendo realizada a partir das 9:30h desta sexta-feira, dia 5, de modo presencial na Acic e on-line via aplicativo Zoom e com transmissão da TV Assembleia e canais da Assembleia do Paraná nas redes sociais Facebook e Youtube.

 

 

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