CPI ouve guardas e aprova depoimentos de auditores do HR

por Paulo Torres publicado 15/08/2018 15h05, última modificação 15/08/2018 15h50
A CPI da Câmara de Toledo que apura denúncias em torno da obra do Hospital Regional realizou nesta quarta-feira, dia 15, sua décima reunião, onde ouviu os guardas municipais Roni Alvarenga de Mello Padilha e Moisés Bayer, além de aprovar convocações de membros da auditoria e guardas da obra para oitivas nos dias 22 e 29 de agosto. A reunião da CPI contou com os vereadores Walmor Lodi, presidente, Gabriel Baierle, vice-presidente, da vereadora relatora Janice Salvador e dos membros Ademar Dorfschmidt e Antonio Zóio, além dos vereadores Airton Savello e Genivaldo Paes.
CPI ouve guardas e aprova depoimentos de auditores do HR

CPI ouviu 2 dos guardas que atenderam episódio de suposto furto de material na obra

 

 

A CPI da Câmara de Toledo que apura denúncias em torno da obra do Hospital Regional realizou nesta quarta-feira, dia 15 de agosto, sua décima reunião, onde ouviu os guardas municipais Roni Alvarenga de Mello Padilha e Moisés Bayer, além de aprovar convocações de membros da auditoria e guardas da obra para oitivas nos dias 22 e 29 de agosto. A reunião da CPI contou com os vereadores Walmor Lodi, presidente, Gabriel Baierle, vice-presidente, da vereadora relatora Janice Salvador e dos membros Ademar Dorfschmidt e Antonio Zóio, além dos vereadores Airton Savello e Genivaldo Paes e também do ex-secretário da Saúde Edson Simionatto e do assessor de Governo Carlos Alberto Piacenti. A CPI foi solicitada pelo Requerimento nº 81/2018 e designada pela Portaria nº 53/2018 para apurar denúncias apresentadas pela auditoria instalada pela Portaria n° 529/2017, para verificar a execução do contrato e aditivos da obra do Hospital Regional de Toledo.

Na reunião desta quarta-feira a CPI do HR também aprovou requerimentos para convocação dos membros da auditoria da obra João Francisco Tonsic, Márcio André Wathier, Vagner Fernandes Quinquiolo e Leandro Marcelo Ludvig; por requerimentos da vereadora Janice Salvador e do vereador Ademar Dorfschmidt. Também foi aprovado requerimento de convocação da secretária de Planejamento Estratégico, Maísa Kuhn Fazzolari, do vereador Gabriel Baierle, que também teve aprovada a convocação do guarda municipal Evaldo Mensch. O vereador Ademar também apresentou e teve aprovado requerimento de convocação do arquiteto Carlos Eduardo Marchesi, de Londrina. Todos os requerimentos foram aprovados por unanimidade pela CPI da obra do Hospital Regional.

 

Guardas e ocorrência

Os depoimentos desta quarta-feira iniciaram às 9h com o guarda municipal Roni Alvarenga de Mello Padilha (foto), o qual na época da IMG_3583a.JPGobra era coordenador e falou da ocorrência registrada no local. Segundo ele, quando o guarda no local acionou a central da Guarda Municipal devido à presença de dois funcionários da Endeal que teriam saído numa caminhonete com material esteve lá mas o fato já tinha ocorrido e por conta disso não pode auxiliar muito. Ele disse porém que aquela situação e ocorrências na obra precisariam de um plano de ação para orientar a ação do guarda de plantão no local e isso não havia. A CPI exibiu novamente trechos dos depoimentos dos engenheiros da Endeal Nalmir Fontana Feder, sócio, e Douglas Sinclair, responsável pela obra e depois fiscal municipal, sobre os furtos de 2 toneladas de cabos que teriam ocorrido. Roni Padilha disse aos vereadores que na ocasião só foi ao local, enquanto os guardas Da Silva e Periciolli saíram em viatura em busca da caminhonete. O guarda municipal apontou que o HR é muito grande e com dois andares, sendo que dentro parece um labirinto, com parte sem iluminação, além de fora haver dutos onde passa uma pessoa.

Moisés Bayer foi ouvido em seguida, às 10h, relatando que na ocasião do registro de furto foi ao local e foi pedida viatura para tentar localizar a caminhonete, que já saíra. Ele disse que ao guarda não seria possível abordagem sozinho, pois eram dois homens que saíam da obra mas foi pedida viatura que veio e tentou localizar o veículo. Ela acabou sendo vista no bairro Coopagro, de onde teria saído de um ferro velho já vazia. Em seguida foi contatado o engenheiro Jesus, responsável pela obra, o qual acionou o engenheiro da empreiteira e 30 a 40 minutos depois ele chegou e viu que os fios não estavam lá. Ele acabou indo ao Senai obter informações dos funcionários e em seguida o guarda Mensch e os outros dois foram com Bayer à casa alugada para eles, onde foram bem recebidos e não havia nada de irregular, tendo eles relatado que foram fazer manutenção normal. Indagado pelos vereadores, Bayer relatou ainda que na caminhonete só estavam ferramentas e não havia material e que, contatado, Jesus disse que a Endeal poderia entrar e sair com material no Hospital Regional. Sobre o plano de ação para o Hospital Regional Bayer informou que a Guarda Municipal tem 24 anos e ele tem 10,5 anos na corporação e não seria ele em final de mandato que iria fazer. Bayer comentou ainda que os guardas da última turma a entrar na Guarda de Toledo tiveram 120 horas de treinamento, quando o recomendado pela Senasp é 476 horas.

Confira a íntegra da 10ª reunião da CPI da obra do HR de Toledo

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