Câmara debate prorrogar CPI das denúncias sobre HR

por Paulo Torres publicado 19/09/2018 11h08, última modificação 19/09/2018 11h08
A Câmara de Toledo aprecia em sua próxima sessão ordinária, no dia 24, às 14h, a CPI criada para apurar denúncias em torno da obra do Hospital Regional. A Comissão Parlamentar de Inquérito atua desde 30 de maio e seu prazo final está chegando ao fim mas ainda faltam depoimentos e documentos. A CPI foi solicitada pelo Requerimento nº 81/2018, que requer instituição de CPI "para apurar denúncias apresentadas pela Auditoria instalada pela Portaria n° 529, de 2017, para verificar a execução do contrato e aditivos da construção do Hospital Regional de Toledo”.
Câmara debate prorrogar CPI das denúncias sobre HR

Prazo para trabalhos da CPI sobre denúncias da obra do HR está chegando ao final

 

 

A Câmara de Toledo aprecia em sua próxima sessão ordinária, no dia 24 de setembro, às 14h, a CPI criada para apurar denúncias em torno da obra do Hospital Regional. A Comissão Parlamentar de Inquérito atua desde 30 de maio e seu prazo final está chegando ao fim mas ainda faltam depoimentos e documentos. A CPI ouviu os auditores que em seu relatório deram base à sua convocação, além dos engenheiros da empreiteira e arquiteto que atuou no projeto, mas não ouviu ainda depoimentos considerados importantes, como um já aprovado para oitiva do engenheiro José Carlos Cavalari e ainda o depoimento do fiscal da obra, José Carlos de Jesus, entre outros.

A CPI foi solicitada pelo Requerimento nº 81/2018, que requer “instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar denúncias apresentadas pela Auditoria instalada pela Portaria n° 529, de 2017, para verificar a execução do contrato e aditivos da construção do Hospital Regional de Toledo”. O documento foi apresentado na sessão da Câmara de Toledo no dia 30 de abril, sendo subscrito por 16 vereadores, motivando a assinatura pelo presidente da Câmara Renato Reimann da Portaria nº 53, de 8 de maio, que designou os cinco integrantes indicados pelas seis bancadas e estabeleceu o prazo de 120 dias para seus trabalhos a partir da instalação.

A CPI da obra do Hospital Regional iniciou seus trabalhos no dia 30 de maio, quando escolheu em votação os nomes de Walmor Lodi como presidente e de Gabriel Baierle como vice-presidente. Logo após eleito o presidente Walmor Lodi designou a vereadora Janice Salvador como relatora. A CPI é composta ainda pelos membros Antonio Zóio e Ademar Dorfschmidt.

Ao longo dos trabalhos feitos até agora a CPI, além de solicitar diversos documentos, ouviu diversos depoimentos. Foram ouvidos, entre outros, diretores da empreiteira Endeal Engenharia, que construiu o Hospital Regional. Em 5 de agosto foram ouvidos a sócia-administradora da Endeal, Silmara Fancher, e o engenheiro civil Nalmir Fontana Feder, sócio da Endeal, além do engenheiro civil Douglas Sincler, que atuou na obra pela Endeal e também como fiscal de Obras da Prefeitura de Toledo. No dia 5 de setembro a CPI ouviu o arquiteto especialista na área hospitalar Carlos Eduardo Marchesi, que atuou nos projetos para a empresa Pro Saúde em 2002 e depois foi chamado novamente em 2010. A CPI também ouviu três guardas municipais e o então secretário de Segurança Moisés Bayer sobre ocorrência no HR em 18 de agosto de 2016 quando o plantonista constatou 2 funcionários da Endeal Engenharia retirando cabos e em seguida um caminhãozinho com os dois saindo da obra com os cabos, seguindo até um ferro velho do Jardim Coopagro. Sobre o caso foram ouvidos os guardas municipais Roni Alvarenga de Mello Padilha e Moisés Bayer em 15 de agosto e em seguida, no dia 22, o guarda Evaldo Mensch, que relatou o furto, bem como os guardas municipais Claudemir da Silva Oliveira e Alexandre Biggi Delfim Peliciolli, que deram apoio na ocorrência e acompanharam o plantonista ao ferro velho onde localizaram o caminhãozinho.

Também foi ouvida a engenheira civil Maísa Kuhn Fazzollari, atual secretária de Planejamento Estratégico, que relatou ter atuado na Prefeitura de Toledo de 2005 a outubro de 2011, visitando o HR em março de 2017 com comissão que esteve no prédio entregue pela empreiteira no ano anterior.

Auditoria e denúncias

A CPI também ouviu os membros da auditoria da obra João Francisco Tonsic, Márcio André Wathier, Vagner Fernandes Quinquiolo e Leandro Marcelo Ludvig, autores do relatório que indicou cerca de R$ 1,6 milhão em materiais pagos e não instalados e outras supostas irregularidades, conforme o Requerimento n° 81/2018. “Conforme veiculado pela imprensa local e regional, a Auditoria encontrou irregularidades na ordem de R$ 1.632.642,91. Desse montante total, R$ 1.103.130,78 refere-se às instalações elétricas e R$ 529.512,13 aos demais serviços estruturais”, aponta o documento que deu origem à CPI.

O engenheiro Quinquiolo disse que foram feitos 18 aditivos ao contrato, sendo o primeiro de 21 de agosto de 2012 e o 18º aditivo de 15 de junho de 2016 e confirmou aos vereadores o termo de recebimento da obra em 21 de junho de 2016.  o auditor Leandro Marcelo Ludvig disse que analisou a parte documental da obra e como analista em administração e planejamento acompanhou a parte financeira e pagamentos, não tendo ido ao canteiro de obras como os membros engenheiros, mas o procedimento era o envio de nota fiscal, o que foi feito, além de ser medido e com fotos, certidões e um diário de obra com as atividades exercidas diariamente, inclusive as condições climáticas do dia, sendo assinada uma planilha pelo engenheiro da obra e pelo engenheiro fiscal e a nota era assinada pela responsável da pasta também.

Na sua 13ª e última reunião, no dia 5 de setembro, a CPI aprovou requerimentos para convocação do engenheiro elétrico José Carlos Cavalari, do engenheiro Mauro Nestor Huppes, de Tiago Augusto Jordão Pigozzo e do eletrotécnico Wolnei Olivo, “para prestar esclarecimentos pertinentes aos fatos investigados por esta CPI”, além de novas solicitações de documentos.

 

 

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